segunda-feira, 27 de abril de 2009

O legado de Andersen


Era uma vez um homem alto, magro, sombrio, que adorava crianças e queria fama e o reconhecimento dos adultos.
Nascido na pequena cidade de Odense, na Dinamarca, no dia 2 de abril de 1805, o escritor de origem humilde que queria vencer na vida deixou uma obra extensa que faz parte do imaginário de crianças e adultos há muitas gerações no mundo inteiro.
E é por conta desse inestimável legado que ele é aclamado como o pai da literatura infantil.
A imaginação de Andersen, aliás, parecia não ter fim: produziu 800 poemas, 40 peças de teatro, seis romances, cinco diários de viagem e 175 contos de fadas através dos quais criou (e recriou) uma obra poética universal que ainda fascina leitores de todas as idades.
Um dos mais conhecidos críticos literários do mundo, Harold Bloom garante que não há comparação entre o que escreveu Andersen e as histórias infantis de hoje. Segundo ele, best-sellers como “Harry Potter” “não oferecem desafios cognitivos, estéticos ou imaginários aos seus leitores. No entanto, Andersen oferece os mesmos desafios sobre leitores de qualquer idade que, digamos, Charles Dickens”. Bloom também diz que Andersen é tão excitante e importante porque ainda não o entendemos. Aos contos de fadas de hoje falta profundidade. Eles são divertidos e excitantes, mas não perspicazes nem inesquecíveis — observa Anne-Marie em publicação de 26/03/2005 no O Globo.
Entre suas obras estão: O Patinho Feio, A Caixinha de Surpresas, Os Sapatinhos Vermelhos, O Pequeno Cláudio e o Grande Cláudio, O Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia, A Roupa Nova do Rei , A Princesa e a Ervilha, O Abeto, Polegarzinha, A Vendedora de Fosforos, dentre outros.

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